O Protocolo de Iniciação de Sessão (Session Initiation Protocol - SIP) é um protocolo de aplicação, que utiliza o modelo “requisição-resposta”, similar ao HTTP, para iniciar sessões de comunicação interativa entre utilizadores. É um padrão da Internet Engineering Task Force (IETF) (RFC 2543, 1999.).
SIP é um protocolo de sinal para estabelecer chamadas e conferências através de redes via Protocolo IP. O estabelecimento, mudança ou término da sessão é independente do tipo de mídia ou aplicação que será usada na chamada; uma chamada pode utilizar diferentes tipos de dados, incluindo áudio e vídeo.
SIP teve origem em meados da década de 1990 (naquele tempo o H.323 estava a começar a ser finalizado como um padrão) para que fosse possível adicionar ou remover participantes dinamicamente numa sessão multicast. O desenvolvimento do SIP concentrou-se em ter um impacto tão significativo quanto o protocolo HTTP, a tecnologia por trás das páginas da web que permitem que uma página com links clicáveis conecte com textos, áudio, vídeo e outras páginas da web. Enquanto o HTTP efetua essa integração através de uma página web, o SIP integra diversos conteúdos a sessões de administração. O SIP recebeu uma adoção rápida como padrão para comunicações integradas e aplicações que usam presença. (Presença significa a aplicação estar consciente da sua localização e disponibilidade).
SIP foi moldado, inspirado em outros protocolos de Internet baseados em texto como oSMTP (email) e o HTTP (páginas da web) e foi desenvolvido para estabelecer, mudar e terminar chamadas num ou mais utilizadores numa rede IP de uma maneira totalmente independente do conteúdo de dados da chamada. Como o HTTP, o SIP leva os controles da aplicação para o terminal, eliminando a necessidade de uma central de comutação.
SÃO PAULO – O estudo Measuring the Information Society 2012, divulgado recentemente pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), organismo da ONU, revelou que o Brasil é o país das Américas onde se gasta menos com banda larga. Os serviços de banda larga fixa apresentaram queda de 68%, nos preços entre 2010 e 2011.
O levantamento ainda mostra que o Brasil ocupa o primeiro lugar na América Latina em penetração da banda larga pelo celular, com 21 acessos em cada grupo de 100 habitantes. Considerando as Américas, o Brasil está na terceira colocação, atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá.
Pelo levantamento, a participação percentual do preço da cesta de serviços de banda larga na renda média bruta per capita brasileira caiu de 6,9% em 2008 para 2,2% em 2011.
O resultado foi influenciado pelo significativo crescimento do total de conexões móveis, cuja penetração dos serviços dobrou de 2010 para 2011. Também foi verificada uma elevação expressiva (40%) no universo de domicílios brasileiros com acesso à internet, que saltou de 27,1% em 2010 para 37,8% no fim do ano passado. O número de domicílios com computador também cresceu, passando de 34,9% para 45,4%.
País mais dinâmicoO Brasil também foi considerado o segundo país do mundo mais dinâmico em telecomunicações ao subir sete posições no IDI (Índice de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação), que mede o desempenho de 161 países, considerando 11 indicadores, entre eles infraestrutura de acesso, uso dos serviços e capacidade da população em utilizá-los.
O estudo dá um destaque especial para o rápido avanço da banda larga no Brasil, principalmente pela conexão móvel. Outro ponto que contribuiu para o bom desempenho do Brasil foi a queda de 40% no preço da cesta de serviços de telecomunicações, incluindo telefonia móvel, telefonia fixa e banda larga fixa. Segundo o levantamento, a participação percentual do preço da cesta na renda média bruta per capita brasileira caiu de 6,8% em 2008 (ano do primeiro levantamento feito pela UIT) para 4,1% em 2011.
O estudo ainda ressalta a penetração da telefonia móvel que apresentou “ganhos impressionantes”. Destaca a cobertura das redes móveis 3G, presentes em cidades que concentram 83% da população brasileira.