quarta-feira, 24 de agosto de 2016

São Paulo ganha novo guia de entretenimento

O SPCVB acaba de lançar o guia digital bilíngue EMDIACOM Bares, Restaurantes, Entretenimento & Serviços.
Dividido pelos destinos Berrini, Centro & Zona Norte, Itaim & Faria Lima, Ibirapuera & Moema, Paulista & Jardins e Cidades Associadas, a publicação traz opções de lazer, cultura, gastronomia, compras e saúde, além de dicas das regiões, em mais de 80 páginas de conteúdo.  
Material dinâmico, será atualizado sempre que o leque de associados do SPCVB for ampliado, como forma de valorizar as empresas parceiras que acreditam no trabalho da entidade, entregando informação de qualidade ao paulistano e visitante nacional e internacional.
Relacionamento SPCVB.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Hospital das Clínicas - FMUSP promove simpósio internacional gratuito sobre marcadores tumorais


O Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, promoverá simpósio internacional gratuito sobre marcadores tumorais no diagnóstico e acompanhamento do câncer, no próximo dia 29 de agosto, no Centro de Convenção Rebouças. A organização é da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas. As vagas são limitadas.
Direcionado a médicos, o simpósio reunirá autoridades do Hospital das Clínicas de Barcelona, da Universidade Federal de São Paulo e do HC - FMUSP.
Das 8h às 13h, os especialistas irão focar os desafios no diagnóstico do câncer de próstata, os novos paradigmas no diagnóstico do câncer de ovário através da dosagem do marcador tumoral HE4, os marcadores tumorais nos casos clínicos e o estado da arte no uso dos marcadores tumorais no diagnóstico e acompanhamento do câncer.
Inscrições pelo email: eventos.dlc@hc.fm.usp.br. Informações pelo fone 2661.6159.
São os palestrantes: Prof. Dr. Rafael Molina, do Hospital das Clínicas de Barcelona, Prof. Dr. Alberto Duarte, diretor da Divisão de Laboratório Central do HC, Prof. Dr. Miguel Srougi, diretor da Divisão de Urologia do HC, Prof. Dr. Adagmar Andriolo, da Universidade Federal de São Paulo, Prof. Dr. Gustavo Maciel, da Ginecologia do HC, Dr. Nairo Massakazu Sumita, da Bioquímica Clínica do Laboratório Central do HC.
A coordenação é do Prof. Alberto Duarte, da Dra. Maria Elisabete Mendes e do Dr. Nairo Massakazu Sumita, da Divisão de Laboratório Central do HC. Apoio da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e International Society of Oncology and Biomarkers.

Dia: 29 de agosto
Horário: 8h às 13h
Local: Centro de Convenções Rebouças – auditório Havana
Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – Cerqueira Cesar- próximo a estação Clínicas do Metrô.

Assessoria de Imprensa
Instituto Central do HC
Bete Subires

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segunda-feira, 28 de março de 2016

O país está nervoso. A maioria do povo brasileiro quer a saída da presidente Dilma.




Segue artigo do Prof. Gaudêncio Torquato









O país está nervoso. A maioria do povo brasileiro quer a saída da presidente Dilma. É o que mostram as pesquisas. O processo de impeachment da mandatária-mor foi instalado. E a polêmica se estabelece. “Não vai haver golpe”, bradam milícias do PT, sob a orientação do maestro Luiz Inácio e da pupila presidente. Dois ministros do Supremo Tribunal, Carmen Lúcia e Dias Toffoli, e um ex-ministro que dirigiu a Corte, Carlos Ayres Britto, proclamam no mesmo dia: o impeachment é legal, se obedecido o rito determinado pela Justiça. As redes sociais se enchem de manifestações a favor e contra o impeachment. Qual será o desfecho da acirrada disputa?

Partamos da hipótese de que o exército governista consiga vencer a luta. Significa: preservar o mandato da presidente, consolidar a figura do ex-presidente Luiz Inácio como ministro-chefe da Casa Civil e distribuidor das cartas do jogo administrativo. Segura no governo o PMDB e outros partidos governistas. Dentro de seis meses, Lula fará uma guinada na economia, pela qual o povo voltaria a ter dinheiro no bolso. Meio ano seria suficiente, como prometeu em discurso, para fazer voltar a alegria ao país. Deixemos de lado a análise de como realizaria o milagre. Admitamos apenas que Deus é brasileiro e, petista de carteirinha, faria jorrar dos céus o maná para apaziguar nossas desesperanças. Sob um manto vermelho, ajudaria Dilma, Lula, o PT, a CUT e o MST a recuperarem prestígio e força.

Tentemos, agora, encaixar no entorno dos Palácios do Planalto e da Alvorada outras hipóteses. A sobrevivência da presidente e do ex, sob o prisma da preservação de forças, depende fundamentalmente do Poder Judiciário. Que não poderá enterrar as bombas tiradas do arsenal do senador Delcídio Amaral, das delações de executivos da Odebrecht e de outros artefatos em preparação, como a aguardada carga de informações do ex-presidente do PP, deputado Pedro Correa. Ele garante que Lula foi o inspirador do mensalão e do petrolão. Desse modo, a Operação Lava Jato puxará Dilma e Lula para o meio do furacão. Imaginar que estariam livres da Operação comandada pela “República de Curitiba”, como Lula se refere ao juiz Sérgio Moro, é apostar alto na tese de que Deus é um fanático petista.

Pois bem, ambos serão investigados, a presidente permanecendo na alçada do STF e Luiz Inácio descendo para o foro da 1ª. instância. O pedido de impeachment, mesmo sob o argumento da irresponsabilidade cometida com o uso de pedaladas fiscais, ganha impulso na onda da contrariedade social, alavancada pelo desemprego, alta inflação, maracutaias descobertas e políticos recebendo recursos de empresas. Soma-se a esse acervo negativo mais um pedido de impeachment, desta vez feito pela Ordem dos Advogados do Brasil, que junta outras situações. A fogueira do impedimento não se apagará. Mas há um prazo fatal para queimar as últimas estacas: junho. Se Dilma conseguir entrar como presidente no mês de agosto, será salva. Julho é mês de férias e agosto abrirá as campanhas municipais. Brasília será um deserto. Os congressistas estarão fazendo campanhas nas bases de seus candidatos a prefeito.

Ainda na esteira da reflexão lateral, pensemos no papel de Lula. Se conseguir ser ministro, posição que vai depender do julgamento do STF sobre suspeita que recai sobre ele e a presidente de tentarem obstruir a Justiça, perde a condição de palanqueiro e assume a vanguarda do governo Dilma. Realizará o milagre da multiplicação de pães e peixes? A propósito, esse milagre ocorreria em anos de vacas magras, padarias sem massa de trigo e mar sem piaba. Deixemos, porém, que ele e Nelson Barbosa arrumem a grana para abrir o crédito, enfiar dinheiro no bolso dos pobres e massificar o consumo. Mesma receita de 2008? Pois é, Luiz Inácio não se deu conta que o mundo mudou. Se Dilma for mantida, Lula não for condenado, enfim, se nada acontecer com eles no desfecho da Lava Jato, a economia sairá da recessão? Hum, possibilidade zero.

Emerge a hipótese: a instauração de um novo governo. Que se dará pela via do impeachment. O processo, como já se disse, será rápido, ao contrário da análise e julgamento das contas de campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nessa via, os corredores são longos, com oitivas, provas e contraprovas, embargos e recursos, fazendo com que o processo suba ao Supremo. Se houver impeachment, aliás, a tendência será a de arrefecimento dos recursos que correm no TSE. A temperatura social seria mais amena ante a perspectiva de um novo rumo para o país. Os setores produtivos querem resgatar a confiança perdida. Crer no país- essa é a chave que poderá reabrir as portas dos investimentos e dos negócios.

A militância lulopetista ameaça incendiar o país, caso a presidente Dilma seja afastada. É previsível o acirramento de tensões, que poderá gerar incidentes em alguns espaços, principalmente na arena de guerra paulistana, a Avenida Paulista, onde as alas contrárias e a favor do governo costumam se enfrentar. A tensão social deverá se expandir em função dos bolsos esvaziados das classes sociais. O conflito social no Brasil tende a se agravar. Diante desse cenário, não se descarta a possibilidade de intervenção de forças do Exército nas ruas para evitar catástrofes.

As próximas semanas serão decisivas para desanuviar os horizontes. Se o impeachment passar pela Câmara, será difícil que o Senado deixe de acolhê-lo. Afinal, quem fala pelo povo é o deputado. O Senado tende a aceitar eventual decisão a ser tomada por 342 votos. Na frente da Justiça, a liturgia também é previsível. As investigações continuarão, propiciando mais condenações e delações. É o que a sociedade espera. Apesar da sensação de que o exercício de “passar o Brasil a limpo” não tem retorno, indagações surgem aqui e ali: quantos parlamentares serão condenados? Que medidas são necessárias para mudar efetivamente os rumos da política? “Que o passado esteja diante de nós, vá lá... Mas o passado adiante de nós, sai pra lá.” A expressão artística é do poeta Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF.

fonte:
Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato